Valor servirá para libertar 72 pessoas presas durante reintegração de posse da Reitoria. Enquanto esperam interrogatório, eles riem e fazem palavras cruzadas
Bruno Abbud
Estudantes detidos durante a reintegração de posse da Reitoria da USP dentro de ônibus da PM estacionado no 91º DP(Adriano Vizoni/Folhapress)
Os 72 invasores da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) devem ser libertados na madrugada desta quarta-feira, assim que todos passarem por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, que fica ao lado da delegacia onde foram colhidos os depoimentos deles. Os interrogatórios terminaram às 21h30. Os manifestantes informaram que farão campanha no campus, a partir desta quarta-feira, por uma greve geral de estudantes.
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A liberação do grupo será possível porque um grupo de advogados pagou no início da noite fiança de 39.240 reais – 545 reais por pessoa. O dinheiro foi arrecadado por meio de uma vaquinha entre sindicatos ligados à Central Sindical Popular Conlutas. A organização, que reúne mais de 500 sindicatos, foi acionada pelo sindicato dos funcionários da USP, o Sintusp, que incita os alunos ao combate desde o início das manifestações, na semana passada.
A liberação do grupo será possível porque um grupo de advogados pagou no início da noite fiança de 39.240 reais – 545 reais por pessoa. O dinheiro foi arrecadado por meio de uma vaquinha entre sindicatos ligados à Central Sindical Popular Conlutas. A organização, que reúne mais de 500 sindicatos, foi acionada pelo sindicato dos funcionários da USP, o Sintusp, que incita os alunos ao combate desde o início das manifestações, na semana passada.
Entre os presos estão 68 são estudantes e 4 funcionários da universidade. De acordo com o delegado Dejair Rodrigues havia entre os invasores alunos de uma instituição de ensino da Paraíba e de faculdades do interior do estado. O grupo está sendo assistido pela advogada Eliana Lúcia Ferreira, da Conlutas, e por outros três advogados. Foram eles que orientaram os presos a não responderem as perguntas dos policiais.
Segundo o delegado Rodrigues, todos os interrogados disseram que só falarão em juízo. Do lado de fora, a noite espantou paulatinamente os manifestantes que pediam a libertação dos presos. Por volta das 20h, não havia mais do que 30 pessoas por lá.
Palavras cruzadas - A reportagem de VEJA conseguiu entrar na delegacia e assistiu a cenas surpreendentes. Um grupo de 25 presos que aguardava no corredor para ser interrogado conversava aos risos. Um deles fazia palavras cruzadas no jornal. Questionados pela reportagem, avaliaram como “tranquila” a atuação da PM na desocupação da Reitoria. “Eles tiveram a orientação de pegar leve”, disse um deles. Os demais presos aguardaram o fim dos procedimentos em três ônibus do lado de fora da delegacia. O delegado ofereceu a eles uma sala para esperar, mas eles preferiram ficar nos coletivos.
< http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/com-fianca-de-r-39-mil-paga-invasores-serao-liberados >
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